domingo, 19 de março de 2023
A consciência do eu será tanto mais ampla e dinâmica quanta
liberdade interior sentirmos ao mergulhar nas fontes inconscientes, se o
inconsciente: é um não-saber sobre nós próprios, ou, em outras palavras, o tal
saber que diz respeito àquilo que não reconhecemos como nosso; aquilo que não
toleramos admitir como parte do nosso eu, mas que está de forma presente em
nossa vida e nos abre todo um leque de possibilidades que nos leva e traz até
aqui, então temos consciência disso.
É bom ter consciência de que temos consciência.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
Fausto Santos
Nasceu em 1962, filho único numa família de recursos
modestos. Teve uma infância feliz, mas nem sempre tranquila, o que lhe conferiu
um espírito inquieto e uma certa insegurança, basicamente normal para um
adolescente, mas que resolveu e evoluiu no meio em que se inseriu.
Os pais sempre lhe proporcionaram as melhores condições de
aprendizagem, tendo frequentado o Liceu Alexandre Herculano na área das letras,
frequentando ainda a Universidade na área das Relações Internacionais e Estudos
Estratégicos.
A música e o desenho sempre tiveram um papel muito importante no seu percurso, permitindo-lhe desenvolver aspetos da sua personalidade que viu refletidos tanto na música como no desenho/pintura, em que a pintura prevaleceu sobre todas as outras aspirações e desejos.
Aos 24 anos e depois de ter cumprido o serviço militar nos Comandos (Forças Especiais), prestando um elevado serviço ao país, tendo mesmo sido diplomado pelo Estado Português, ingressou na atividade de transporte internacional de mercadorias e, juntamente com da sua atividade, começou a pintar as suas primeiras obras, tendo mesmo realizado em 1982 a 1ª exposição individual, com uma presença ímpar a da sua professora do ensino básico que lhe ensinou as primeiras letras e que teceu elogios rasgados.
Entretanto, continuou a pintar paralelamente à sua atividade
profissional, tendo em 1990 realizado a sua 2ª exposição individual,
demonstrando notáveis progressos nos aspetos técnicos e criativos, que resultaram num sucesso interessante.
No entanto, na década de 90 tornou-se pai e afastou-se um
pouco da pintura, voltando com novo ímpeto em 2000 criando obras que incluíam
novas técnicas, novos materiais que lhe deram ânimo para continuar e a partir
de 2010 parte definitivamente para o seu sonho, dedicando-se exclusivamente à
pintura, realizando uma exposição coletiva com artistas de renome, Eurico
Gonçalves, Julião Sarmento, Sofia Areal, entre outros.
Muito pelo seu espírito persistente e procura constante de
novos horizontes, regressa em 2013 e volta à pintura, acrescentando o novo, o
distópico e um pouco de esoterismo na sua pintura, que se caracteriza pelo
impressionismo abstrato.
Em suma, como artista autodidata, sempre pintou até hoje e
está neste momento a preparar a próxima exposição, que estava prevista para
2020, mas que foi adiada devido à covid.
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