sexta-feira, 23 de maio de 2014

Lost in Motion II

Deixo-vos aqui uma nota de beleza que, acho eu, é tangente à ideia da insutentável beleza do ser.

Bom fim de semana.

Desejo que se divirtam, reponham energias e sejam felizes



quarta-feira, 21 de maio de 2014

PESSOAS ou NÚMEROS



PESSOAS ou NÚMEROS (IMPERDÍVEL!..) pelo médico psiquiatra Pedro Afonso



 

 Pedro Afonso - Médico psiquiatra

 

Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso,
publicado no Público

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas
esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo
epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da
Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No
último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença
psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas
perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com
impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência,
urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das
crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens
infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos
dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos
os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na
escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos
terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade
de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural
que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos,
criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze
anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100
casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo
das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres
humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas
sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém
maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa,
deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos
ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de
alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez
mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença
prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e
produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de
três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a
casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma
mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão
cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de
desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho
presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela
falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição
da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual,
tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar
que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês,
enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à
actividade da pilhagem do erário público
. Fito com assombro e
complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de
escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando
já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com
responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos
números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de
pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um
mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de
um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência
neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o
estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se
há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma
inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico psiquiatra













terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Como é bonito de se ver e partilhar aqui deixo esta nota sobre um museu peculiar


Em jeito de complemento aqui fica também o link.
 
http://kids.sapo.pt/aprender/sabias_que/artigo/museu_subaquatico

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Mickey Mouse - La caravana de Mickey

Ver, rever e ver e rever e voltar a ver. Para uns será recordar mas para todos desejo que seja desfrutar.



De tempos torna-se, mais ou menos, recorrente pensar na expressão "Olhar para fora da caixa".
Sugiro olhar, apenas, para a (s) caixa (s). É um exercício simples mas simultâneamente um pouco enigmático, digo eu.









Posto isto e findo o exercício facilmente se percebe que nenhuma é a caixa de pandora, mas quantos e quantos sonhos, memórias e .... podemos guardar numa caixa por mais pequena que seja.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014



Um conto para crianças...
- Amanhã é dia de que? – Meus filhos perguntam, os três ao mesmo tempo.
- Amanhã é dia de vovô e vovó – Eu respondo.
Eles saem saltitantes pela casa brincando e gritando.
-EBA! Amanhã é dia de vovô.
Como é bom "ser" criança e esperar pela visita dos avós no. Uma semana eles vêem, outra nós vamos.
Neste dia, o vovô veio cheio de papéis, cola e tesoura. É dia de vovô e também de churrasco. OBA!
A surpresa do dia. O Vovô faria papagaios de papel para as crianças. Depois do churrasco, o vovô sentou, rodeado de seus trinetos para confecionar papagaios de papel. Sentados lá na garagem, ficaram a tarde toda a fazer um, enquanto ele resgatava gostosas memórias de sua própria infância. Uma tarde não seria suficiente para os três papagaios. Mas a diversão já estava preparada. Só faltava o vento!
Onde estava o vento?
Naquela tarde muito quente de verão não tinha vento, mas não impediu que nos divertíssemos da mesma forma. Foi preciso mais um domingo para o término das pipas. E o tão esperado dia de vento apareceu, afinal. Munido dos três papagaios de papel., dos trinetos e eu, com a câmera a tira colo, vovô partiu para o que seria a nossa aventura dominical. Chegamos de mansinho naquela praça no final da tarde. Havia crianças brincando de bola, crianças no balanço, outros exercitando-se. Talvez, chovesse. Talvez ventasse. Estava estranho. A principio, nenhum vento, para a tristeza das crianças. O vovô meio desapontado olhava para as nuvens. De repente, uma brisa o animou. Ele disse:
- Olha o vento! – Correu para o carro e buscou as três pipas.
Elas teimaram um pouco, mas subiram. Aos poucos as crianças pegaram o jeito. Corriam pela grande praça, enquanto os papagaios de papel. voavam chamando atenção do restante das pessoas. Aos poucos outras crianças foram surgindo e querendo experimentar, crianças, talvez, sem um avô maravilhoso como este que confeccionava papagaios de papel.
De longe, sentada no banco eu registrava os momentos com todas as fotos que podia. Meu pai ao lado dos netos e rodeado de crianças de todas as cores. Agradeci pelo momento tão maravilhoso desfrutado ao lado de meu pai e meus filhos trigêmeos.
Uma brincadeira quase tão rara nas nossas praças de cidades grandes com pais e avôs ocupados. Uma brincadeira gostosa num lindo final de tarde de verão coroada pelos raios de um por de sol igualmente raro.
Como é bom "ter" crianças e viver toda esta alegria.
Por isso, não me canso de agradecer:
-Obrigada.Viva o Vovô e os seus papagaios de papel.!
(Aline Dexheimer)

domingo, 12 de janeiro de 2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

And You And I in HD by Yes

A cultura e o bem estar.
A relação entre a cultura e o bem estar da sociedade, alicerçada na felicidade de cada indivíduo.
Entre as diversas análises sobre o bem estar do indivíduo enquanto parte de um todo, emergiu na minha mente mas atenção que a espaços a mente, mente.
Assim se a cultura, em vários aspectos como o da criação, tem como consequência previsível a de admiração e divulgação através da projeção desse processo criativo, poderá levar-nos a um fortalecimento da identidade pessoal e social do indivíduo, simultaneamente integrá-lo no seu espaço/comunidade, fornecendo-lhe, através do bem estar mental e social, condições de bem estar no mundo, ou seja, de saúde, em latu sensu.
E poderemos num ápice ser vítimas desta esta forma de comunicar e partilhar, que ao invés de ser uma catarse (do Grego, purificação) ser o seu contrário e poderá sentir-se, enquanto indivíduo, desintegrado não obstante a criação a projeção da mesma. 
O indivíduo comprometido com a cultura é feliz, portanto, pois sua vida adquire um significado útil.
Este é – ou deveria ser – o objetivo da sociedade humana: o bem estar do grupo alicerçada na felicidade de cada um.


FS/Acrílio s/tela  10/13






quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A cultura é, e será sempre, um bem inalienável. 




Bem vindos ao nosso espaço.

The Best

Se cada novo dia nos abre a janela para todas as possibilidades, então 365 de uma só vez, ufa.

2014 será o melhor ano, ao vivo e a cores.

Uma saudação especial para todos os que aqui espreitam, e ou nos visitam.

domingo, 29 de dezembro de 2013

This may change your life



Estejam atentos a tudo e a todos nos seus ínfimos detalhes, mesmos aqueles que pensamos ser intuitivos pois de repente a nossa realidade isso deixa ser um dado adquirido, num simples piscar de olhos.


Vale mais por excesso do que por defeito.


façam tudo a que tem direito, e do que se lembrarem quiçá até como se não houvesse amanhã mas façam tudo por regressar e deixar os outros regressar... esta vida não se resume apenas um breve passeio, ou passagem por estes espaço que ocupamos é infinitamente mais.

Blue Journey (full version)

Ser diferente e procurar a identidade leva-nos a uma viagem incrível a da descoberta.

Coreografia de David Middentorp

Lost in Motion II


Criação artística no seu todo, coreografia, qualidade plástica da imagem/movimento e música, sublime. 

HOBLIO :The Path to Freedom - Animation by Piero Tonin (+playlist)

Perspetiva interessante sobre uma das formas de encontrar a liberdade

sábado, 28 de dezembro de 2013

Invention of Love (2010) - Animated Short Film

Para o ano 2014, 15,16, 17 e por aí fora, 
até ao chegarmos ao dia mais longe do dia em que nascemos.
Se nada se perde, nada se cria e tudo se transforma, então vamos transformar as coisas que em cada um de nós pensa não estarem como tão bem como gostaríamos, mas devemos proceder as essas transformações com amor, respeito e atitude de dádiva incondicional e permanente.

Assim tudo o que for transmitido aos que nos rodeiam será certamente o melhor de nós. 

Vamos lá tentar fazer de 2014 o ano do estar incondicionalmente disponível para os outros.



quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Impressões e momentos
2014

Impressões e momentos
2014

Impressões e momentos
2014

Impressões e momentos
2014





LEO FERRE - Avec le Temps [ Olympia 1972 ]

Companhia dos momentos criativos. Cresci a ouvir (também) este poeta deslumbrante.

Poem for Love ~ Iyeoka Okoawo

Arrebatador... muito bonito

Iyeoka - The Yellow Brick Road Song (Fairly Legal Theme) (+playlist)

Daily Bread

Keep rolling but stay awake.

Por vezes sinto-me na pele do personagem que joga às cartas, com a morte, pela vida.


Importa saber formular o problema existencial de forma mais ou menos consensual e pacífica: 

"o sentido da vida é clarificar as questões relativas à condição humana, a finitude e a temporalidade.

Assim deste modo alocamos outras perspetivas de interesse como o existencialismo e o absurdo; o transcendente e a perspectiva ética.


Poderíamos ainda dissertar sobre o valor e significado da morte sobre 

a vida e o seu inverso, mas seria exaustivo. E confesso que neste exercício de raciocínio poderia cometer um ou outro erro e não quero 


Sendo assim o sentido da vida será uma questão existencial, filosófica por excelência. 



O tema é profundo, e verte na possibilidade de discussões que poderiam bem acabar no domínio da metafísica, ficaríamos tal qual o cão atrás da cauda.



Lá está o tal do sentido da vida...

Monty Python - The Meaning of Life

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Natal

Dia de Natal
Novo dia.
Novas experiências quiçá, pelo menos se espera que diferentes.
Um bem haja e um olá vida.
Renovando-se por si, alheia ao que a rodeia.
A vida oferece-nos, pelo menos esta ideia.
A de ser feliz, sorrir, e dar incondicionalmente mesmo ao mais indiferente.

Fausto.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013


Miguel de Tio Eve


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013


gif de natal



Desejamos a todos, clientes, fornecedores, concorrentes e família um excelente Natal.

Formulamos votos de que, para todos em geral, 2014 seja um ano intenso e que todos os desejos pessoais e profissionais se realizem.

Teremos sempre um telefone, um email, uma palavra de atenção, respeito e conforto para todos os que chegam até nós..

Vamos fazer os outros felizes, sorrir e distribuir felicidade e carinho pois assim deverá a regra.

Fausto Santos